domingo, 29 de setembro de 2013

Sentir

Cheiros, espectros e texturas nuas,
Ventos e formosuras cruas,
Como tu sentirás as suas?
Descrever as usuras tuas?

Falhas línguas limitadas,
Dêem fim às subestimadas,
Sejam duendes e fadas,
Às mais bem camufladas!

A vida é limitada,
Tudo é nada,
É nadar em escada.

Ilusão, doce doutrinação!
Doce, doce, doce sensação!
Palavras e sistemas em dissolução.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cleptocracia

Humildes funcionários cleptocratas, Comunistas da própria causa, Divulguem mentiras e calúnias, Manifestem a democracia enrustida, Protestem causas sem fundamento, Desgorvenem o que já é desgorvenado! A cleptocracia é o caminho da verdade, A ditadura estatal da má vontade, Procrastinação para ganhar mais uma eleição! Impostos, deveres, burocracia... Tudo ironia, tudo cleptocracia! Aniquilem o empreendedorismo, Dificultem a livre iniciativa, Enganem bastante quem já é acostumado a acreditar. Roubem do povo os mais inteligentes via concursos públicos, Para assim nossa "democracia" ser mais soviética. Inviabilizem as cooperativas, Para nossos lucros estatais. Viva a ignorância, viva a mentira, viva mais uma tecnocracia!

O ser e o nada

Não espero mais nada de ninguém:
Status, onde trabalho, o que faço...
Tudo isso não quer dizer nada!
Eu faço sem pedir o que precisa ser feito.


Cansei de narcisos diante telas luminosas,
Cansei das fúteis ideologias da moda,
Cansei dos nossos extremismos,
Cansei de viver por ditadura do viver pseudofeliz.


Quero a esperança que as pessoas não são tão cruéis quanto eu penso.
Quero realizar e estar livre,
Quero e podemos fazer mais e falar menos...


Se tudo é vento ou brisa que passa sem sentir,
Que nossas limitadas visões de mundo seja a auto aniquilação.
Em outras palavras, foda-se.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Os três lados da fronteira

Um lado é o conhecido
Outro o oculto desconhecido
No meio o proibido de ambas e o permitido

Tudo era construído legalmente no lado conhecido,
Mas profundamente advinha dos objetivos obscuros.

Me perguntaram em quem confiar daqueles lados diluídos.
Uma menina me disse para não confiar em nada, mas agir.
Uma senhora me disse que havia apenas uma verdade.
Uma estrela me disse para confiar no intento do caminho,
Um anjo de luz disse para confiar e saciar o próprio ego: carpe diem!

Confiei no anjo e me vi preso no próprio inferno que construí;
Confiei na estrela, fiz longa jornada e achei o que eu quis;
Confiei na senhora e dissociei-me em um na ausência de fronteira do ser autoritário uno;
Confiei na menina e transgredi fronteiras inimagináveis;

Mas a menina foi maldosa?
Não, ela não tem moralismo.
Ela me mostrou a complexidade dos seres pela simplicidade.
Vi seres construtores, destruidores e reformadores.

Tanto os construtores e destruidores advém do conhecido com intentos desconhecidos.
Duelam aos extremos da ignorância.
A musa mirim advinha aparentemente dos reformadores:
Ora curandeiros,
Ora mensageiros,
Ora instrutores,
Ora atores.

Querem os reformistas manterem os sistemas,
Atuam nas fronteiras do desconhecido e público.

Ela traficava as chaves dos mundos,
De infinitas portas.
Concedia compassos aos construtores,
Assim como as críticas aos destruidores.

A infante certa vez me deu uma chave,
Quando atravessei a porta,
Eu acordei.

sábado, 27 de julho de 2013

Morte do ego

Transmutação revolução,
Limitação sem solução,
Situação de aniquilação:
Ser sublimação,
Ser fermentação,
Ser dilaceração,
Ser calcinação,
Ser diluição,
Purificação sem ilusão,
Semente ser mente decisão,
Sente ação sem posição,
Vazio vão, vaga imposição,
Por integração,
Por imaginação,
Por união concessão,
Por unificação:
Tudo e nada intervenção.

Angústia

Pelo que fiz,
Pelo que não fiz,
Pelo que sou,
Pelo que não sou,
A fragmentação,
A totalidade,
A presença,
A ausência.
Consciência inconsequente,
Inconsciência ciente:
Do risco é viver,
Da verdade ser,
Do crime por fazer!
Não vou,
Não sou,
Guardo seu gueto,
Segredos,
Soberbos
Torpedos.
Ou cedos?

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Verdade máter

Discursos enrolados,
Controlados dilacerados,
Ultrapassados antepassados,
Situação de exclusão:
Manipulados em manifestação,
Enganados pela constituição,
Fardados em contradição,
Pela antítese em ação.
Calçados em gritos de emoção.
Cassados pela contemplação,
Convencidos calados,
Puxados alados da limitação...
Calados ou falados?
Limitados desarmados!
Da vaga revolução,
Na regressão do tempo humilhado:
São senados safados,
Fundação de injustiçados,
Mandados rasgados,
Escriturados e grilados.
Mergulhados, molhados e mudados.
Contudo...
...Não existe verdade no mundo da ilusão.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Senhor Estado

Grande senhor de mentiras e calúnias,
Antítese da verdade individual,
És ti, irmandade protetora,
Dos tributos e impostos desviados,
Pleonasmo de saqueadores eleitos!

Oh grande irmão que vigiai seus cidadãos,
Construa papéis de títulos falsos,
Escravize seus nativos,
Com amor é ilusão dos seus filhos que vão à guerra.

Sejas senhor de conquistas doentias,
Concedas direitos adquiridos aos nobres mafiosos,
Alimentando os egos daqueles mais ricos a cada dia.

Mate mas escondas o cadáver,
Roubas mas finja caridade,
Erres e não assumas.
Atribua ao povo apenas vossas culpas,  delitos, escolhas mesquinhas:
Em nome do povo,
Para o povo,
Foi o povo que quiz!

Anarquistas, vós sois Estados!
Matem vosso pai Estatal para reinarem-se!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Silêncio

Eu acredito

Eu acredito no único grande César rei-imperador-pai, perfeito uno alado todo poderoso, que tudo fez e tudo faz, criador do céu e da terra, clamado por mais de 72 nomes o mesmo senhor, inerte na burocracia da transgressão dos mundos dos céus.

Eu acredito no grande espírito mágico santo, que simplesmente faz por sacrifícios, palavras mágicas e porções. Grande espírito feminino contido em tudo, todos e além,  livre e sem dogmas.

Eu acredito na razão atéia, positivista, que faz tudo pensado, logicamente, após muito trabalho e dedicação do filho do grande pai. Razão que tudo pode fazer: regime político com auto gestão, cooperativas, máquinas, etc. Basta transformar idéias simuladas e testadas com a devida matéria prima para tudo ser feito!

Eu acredito que tudo é falho, que é preciso ponderação (sugestões do arcano Temperança), avaliação e desobedecer aquilo que  autoritariamente é considerado certo. Há inúmeras formas de acreditar e fazer, não apenas uma ou três, diante tantas camadas acima e abaixo da consciência. Até o grande senhor único é bobagem para aqueles presos aos limites do ego.

Eu não acredito em nada, tampouco nisso ou em mim mesmo. Não ouso convencer alguém acreditar em alguma esquizofrenia de fé. Cada um é mestre de si mesmo. Amém.