terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Poema pobre
Menino brincando
Menina lavando
Motorista buzinando
Moça andando
Pivete observando
Pipa empinando
Picoleteiro passando
Carteiro chamando
Ambulante clamando
Vassoura limpando
TV chuviscando
Bebê chorando
Cães amedrontando
Funcionário levantando
Eu... (pobremente) rimando
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Começo do fim
Caos de lares nos Focolares.
Precisam respirar outros ares,
Ode de turbulentos mares!
Fim dos insaciáveis pares,
Da gira e dos bares:
O fim e o começo!
O início meço,
Enquanto não engesso,
Ou enquanto te peço.
Vendo mentiras
Tenho uma excelente oportunidade para você. Aquela que você não vai esquecer: mentiras novas! São importadas, você não vai encontrar iguais as nossas. Estão acabando as últimas unidades, compre logo! Receba também amostras grátis para acabar com as dúvidas com nossos consultores.
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Perguntar ofende?
Segredos,
Mentiras,
Desgastes.
Puros medos,
Iras,
Gostastes?
Tão cedos?
Sentiras?
Vós calastes?
Aos dedos,
Giras...
De astes?
Azedos,
responde em tiras:
per gun tar o fen de.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Segredos indecifráveis
O tempo passa elasticamente, contorcido em desejos e consumos insolentes: ora devagar, ora muito rápido, naturalmente.
Luzes passam devagar, levando e trazendo mais uns e menos outros, num fluxo constante de espaço-tempo deformados. Os segredos ficam guardados no escuro rico, envolvente, dilacerado.. Até que uma luz rouba todo o segredo lá contido!
Lá onde? Lá, no indefinido tempo-espaço deformado, descrito por ondas flexíveis que tudo varre dentro da sua banda..
E lá se foram outros segredos, recuperados das memórias perdidas, ex-convencidas de sua mediocridade, intolerância, medo, comodismo, ignorância.
Nesta total ausência presente, até de personagens, resta recuperar depressa os segredos aos cofres da fria escuridão, para que tudo tenha a integridade preservada. Delega-se ao leitor e à morte preservar os segredos, num movimento retrógado após expansões insustentáveis que se sucederam.
Seria excesso de pessimismo? Talvez, e sendo sim, a luz só cobre onde ela pode chegar, salvando nossos mistérios.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Quatro tempos
Voltas, volta, voltas..
Sucessões de rodas,
Volúpias escolhas mortas,
Para sempre o mesmo destino.
Na roda da fortuna,
És criança indefesa,
és jovem forte,
és cônjuge com proles,
Ou anciã?
A rosa-dos-ventos diz:
há crepúsculos e auroras..
O que ela quiz dizer?
Não disse nada,
Mas sua imaginação disse mais..
Ou menos:
Que existe se acreditar!
domingo, 10 de junho de 2012
Aos domingos, dê oferendas ao cão
À anti-hipocrisia,
Alimente o cão abandonado,
Amigo do homem,
Inimigo ao mal ao homem:
Aquele que o alimente com oferendas.
Esqueçam suas pseudo-entidades,
Ignorem seus antepassados,
Desglorifiquem vossos egos.
Há alguém e seres reais:
Dê oferendas à alguém...
... E ao cão abandonado.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Os guias
domingo, 27 de maio de 2012
Informação agressão
As informações fluem pois os ventos as levam, como os sons que propagam no ar, os papéis que os ventos levam para bem longe, as ondas que propagam nas forças das ventanias, a criatividade do pássaro que voa.
Não agridas teu parente de sangue pois estarás refletindo agressão a ti mesmo. Ignores o do seu sangue e estarás livre !