sexta-feira, 2 de maio de 2014

Medalhas

Um tesouro encontrado
Alguém desencantado
Um albatroz viajado
Alguém despedaçado
Um amor realizado
Alguém amaldiçoado
Um dia encantado
Alguém cansado
Um lindo colar prateado
Alguém por si próprio enganado

Dores e delícias andam unidas
Como flores ungidas,
Nas praças das Nações Unidas,

Somos eternamente por nossos egos separados,
Erros dilacerados amarrados envenenados
Idas e vindas, pra sempre, venerados.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Libélulas

Espectros obscuros e claros atraem e repelem libélulas que ousam acreditar em si mesmas! Por um instante, numa avaliação seca e infiel, sois enganadas pelas camuflagens do predador: você mesmo.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A dor

Ardor anador sem cor,
Dor propor depor,
Calor frescor impor,
Bolor senhor por favor ,
Por amor,
Vou propor se for.

Alucinações no hospital

Perseguido diluído,
Sou mais um distraído,
Estou escondido,
Do som implodido,
Na infância instruído,
O tempo não faz sentido:
Aqui destruído,
Ontem construído.

No destino concebido,
Recusei-o desiludido,
Do eu, doeu, do eu... instituído!
Glorifocado agora caído!
Resta agora o sofrido.

domingo, 13 de outubro de 2013

Anti-ser

Por que diante tantas tradições e mitos, continuamos a manter os mesmos erros? Por que nos condenamos aos pontos de vistas viciosos de sensos comuns que nos aprisionam? Por que ainda os erros não são aprendizados?

São tantas as perguntas e teorizações que viciamos nossa capacidade de perceber além. Nossos contextos nos limitam, como esponjas do mar que não se movem e apenas se alimentam.

De tantas questões, faltou sentir: sentimento, sentir-se, perceber detalhes, olhar, cheirar, degustar, tatear, ouvir, perceber quimicamente,... Mas nem tudo é sentido pois os outros domínios são porque são 'imperceptíveis' pois os ignorantes não precisam acessá-los, pois mal sabendo cuidar de si mesmos, porquê interferir em outros seres sistemas?

O ser é sentir e sentir é ser, não aniquile-se ser na antimatéria do não ser!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Carta do fim

O que significa terminar?
É o fim de ciclos para oportunidades da auto sucessão.
Por quê eu não te deixaras falar?
Para impor vossa ilusão.
Por quê acabar?
Para uma nova iniciação.
Quem vai continuar?
Cada um nasce e morre só, real é a solidão.
Por quê não impediu o acabar?
Nós precisamos da continuação.
Podemos continuar?
Fim é fim, não é sucessão!
E se eu sentir saudades no ar?
Existe a si mesmo esquecido para consolação.
E se eu quiser te telefonar?
Inútil, eu já serei outro canastrão.
E se arrependimento matar?
Já estas na desintegração.
Mas sinto muito por não te interpretar?
Já é tarde, resta-te a sensação.
Na dificuldade estou a me inspirar!
Já estás a entender a razão.
Te amo, sinto muito, sou grato luar.
Tua ingratidão era solar!

domingo, 29 de setembro de 2013

Sentir

Cheiros, espectros e texturas nuas,
Ventos e formosuras cruas,
Como tu sentirás as suas?
Descrever as usuras tuas?

Falhas línguas limitadas,
Dêem fim às subestimadas,
Sejam duendes e fadas,
Às mais bem camufladas!

A vida é limitada,
Tudo é nada,
É nadar em escada.

Ilusão, doce doutrinação!
Doce, doce, doce sensação!
Palavras e sistemas em dissolução.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Cleptocracia

Humildes funcionários cleptocratas, Comunistas da própria causa, Divulguem mentiras e calúnias, Manifestem a democracia enrustida, Protestem causas sem fundamento, Desgorvenem o que já é desgorvenado! A cleptocracia é o caminho da verdade, A ditadura estatal da má vontade, Procrastinação para ganhar mais uma eleição! Impostos, deveres, burocracia... Tudo ironia, tudo cleptocracia! Aniquilem o empreendedorismo, Dificultem a livre iniciativa, Enganem bastante quem já é acostumado a acreditar. Roubem do povo os mais inteligentes via concursos públicos, Para assim nossa "democracia" ser mais soviética. Inviabilizem as cooperativas, Para nossos lucros estatais. Viva a ignorância, viva a mentira, viva mais uma tecnocracia!

O ser e o nada

Não espero mais nada de ninguém:
Status, onde trabalho, o que faço...
Tudo isso não quer dizer nada!
Eu faço sem pedir o que precisa ser feito.


Cansei de narcisos diante telas luminosas,
Cansei das fúteis ideologias da moda,
Cansei dos nossos extremismos,
Cansei de viver por ditadura do viver pseudofeliz.


Quero a esperança que as pessoas não são tão cruéis quanto eu penso.
Quero realizar e estar livre,
Quero e podemos fazer mais e falar menos...


Se tudo é vento ou brisa que passa sem sentir,
Que nossas limitadas visões de mundo seja a auto aniquilação.
Em outras palavras, foda-se.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Os três lados da fronteira

Um lado é o conhecido
Outro o oculto desconhecido
No meio o proibido de ambas e o permitido

Tudo era construído legalmente no lado conhecido,
Mas profundamente advinha dos objetivos obscuros.

Me perguntaram em quem confiar daqueles lados diluídos.
Uma menina me disse para não confiar em nada, mas agir.
Uma senhora me disse que havia apenas uma verdade.
Uma estrela me disse para confiar no intento do caminho,
Um anjo de luz disse para confiar e saciar o próprio ego: carpe diem!

Confiei no anjo e me vi preso no próprio inferno que construí;
Confiei na estrela, fiz longa jornada e achei o que eu quis;
Confiei na senhora e dissociei-me em um na ausência de fronteira do ser autoritário uno;
Confiei na menina e transgredi fronteiras inimagináveis;

Mas a menina foi maldosa?
Não, ela não tem moralismo.
Ela me mostrou a complexidade dos seres pela simplicidade.
Vi seres construtores, destruidores e reformadores.

Tanto os construtores e destruidores advém do conhecido com intentos desconhecidos.
Duelam aos extremos da ignorância.
A musa mirim advinha aparentemente dos reformadores:
Ora curandeiros,
Ora mensageiros,
Ora instrutores,
Ora atores.

Querem os reformistas manterem os sistemas,
Atuam nas fronteiras do desconhecido e público.

Ela traficava as chaves dos mundos,
De infinitas portas.
Concedia compassos aos construtores,
Assim como as críticas aos destruidores.

A infante certa vez me deu uma chave,
Quando atravessei a porta,
Eu acordei.